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19 junho 2017

Apanha de algas é exemplo de atividades complementares ou alternativas à pesca

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou, durante a visita do Governo Regional à ilha Graciosa, que o Governo dos Açores vai continuar a estimular “a criação de atividades complementares ou alternativas à pesca, como é o caso da apanha de algas”, frisando que esta atividade tem ganhado nos últimos anos grande expressão na Região, "contribuindo para o rendimento dos pescadores açorianos e, em particular, dos graciosenses”.
Gui Menezes salientou que a Associação de Pescadores Graciosenses “tem dinamizado bastante esta atividade”, através da exportação de algas para as indústrias alimentar, farmacêutica e cosmética, adiantando que, em 2016, foram capturadas na ilha Graciosa cerca de 21 toneladas de algas, que "renderam mais de 50 mil euros”.
O titular da pasta do Mar, que falava durante uma visita ao Porto de Pescas da Folga, onde foi criada uma zona de armazenamento e de secagem de algas num espaço cedido pelo Governo Regional, referiu que a apanha deste recurso é “uma atividade com elevado potencial económico” nos Açores, mas advertiu para “a necessidade de assegurar a sua sustentabilidade no sentido de não se comprometer os ecossistemas marinhos e o futuro das pescas e da própria apanha de algas”.
Nesse sentido, lembrou que o Governo dos Açores tem promovido “o contacto entre cientistas e apanhadores de algas, através de workshops e palestras, para estimular uma economia baseada no conhecimento, mais competitiva e sustentável”.

O governante salientou que “existem centros de investigação regionais ligados à biologia marinha que estão a desenvolver trabalhos sobre as algas açorianas” e que, por isso, deve ser aproveitado esse conhecimento.

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